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Portugal: O que o covid-19 ensinou aos empreendedores portugueses

Você sabe o que o covid-19 ensinou aos empreendedores portugueses?

Parece até difícil se lembrar de um tempo em que não havia o covid-19. O impacto da pandemia pode ser sentido em todos os aspectos do cotidiano, trazendo novos hábitos. Pense, por exemplo, na quantidade de pequenos negócios que infelizmente tiveram que fechar as portas esse ano, miga. 

Em uma altura em que tantas empresas, grandes ou pequenas, passaram por dificuldades para se manter em pé, houve quem soube se adaptar. É claro, miga, que é até mesmo bizarro falar em aprendizado nessa época.

Mas eu acredito que, por vezes, compartilhar notícias boas mesmo em meio ao caos é uma forma de trazer esperança. Ao ler o que o covid-19 ensinou aos empreendedores portugueses, você pode tirar a inspiração que pode estar faltando no seu negócio.

O que o covid-19 ensinou aos empreendedores portugueses?

Antes de mais nada, miga, eu preciso explicar um pouco de como funcionam as coisas aqui.

Você já deve ter visto alguns outros artigos meus em que abordo o empreendedorismo em Portugal. O país é, ao mesmo tempo, avançado e atrasado em muitos aspectos. Calma que eu vou desenvolver o raciocínio.

Primeiramente, por ser um país relativamente barato e fácil de se empreender, Portugal atrai pessoas de muitos lugares da Europa que desejam abrir o próprio negócio. Por exemplo, a maior feira de tecnologia e empreendedorismo da Europa, o Web Summit, é sediada aqui.

Isso, entretanto, não significa que o país seja o mais avançado em tecnologias. Afinal, até mesmo na capital, Lisboa, e no Porto, outra das principais cidades, é possível perceber que há muitos pequenos negócios que dependem exclusivamente da propaganda boca a boca.

Esses negócios não costumavam ser adaptados tecnologicamente e ter, por exemplo, uma página em redes sociais ou algo que pudesse fazer com que eles fossem mais divulgados.

O que eu quero mostrar para você, miga, é a adaptação que o covid-19 impôs exatamente a esses pequenos negócios.

Vamos lá?

Está na hora de inovar

Antes de tudo, pense comigo: de repente, todo mundo tem que ficar trancado em casa. Acima de tudo, penso naquele pequeno restaurante que dependia da clientela local e se vê sem saída. Afinal, o que fazer quando os clientes não podem vir?

Foi assim que o covid-19 fez com que muitos pequenos negócios pensassem em maneiras de inovar em suas vendas. Algumas das adaptações foram, por exemplo, passar a entregar comida em casa ou preparar pedidos para serem retirados no local. 

Portanto, muitos negócios também passaram a perceber a importância da presença online e criaram perfis no Instagram ou Facebook para divulgar seus produtos e alcançar um número maior de clientes.

Priorizar tarefas

O covid-19 ensinou aos empreendedores portugueses como priorizar as suas tarefas. Por vezes, acabamos empurrando as coisas com a barriga e deixando para depois aquela tarefa que, na verdade, deveria ser realizada hoje.

Ao ter que repensar a estrutura de seus negócios, os pequenos negócios conseguiram visualizar com mais clareza o que era essencial de ser feito e reorganizar suas estruturas.

O poder da comunidade

Esse, para mim, é o item mais importante que o covid-19 ensinou aos empreendedores portugueses. E devo dizer, miga, que vi com meus próprios olhos o quanto o senso de comunidade é importante por aqui.

Os portugueses se mobilizam para comprar dos negócios locais por saberem que eles são os mais afetados pela pandemia. Até mesmo o governo faz campanhas para que as pessoas apoiem o comércio local e deem preferência para ele em vez dos grandes estabelecimentos.

Isso decorre também da crise financeira que assolou o país de 2010 a 2014 e que ainda hoje deixa sequelas na economia portuguesa e teve como consequência a urgência de aprender a criar comunidades.

De todas as lições que o covid-19 ensinou aos empreendedores portugueses, a que mais me agrada é, com certeza, o senso de união e de apoio mútuo. E você, miga, o que aprendeu para o seu negócio nesse ano? 

Paulistana morando em Lisboa. Criadora de conteúdo que gosta de descomplicar coisas como a tecnologia, as redes sociais e a vida de empreendedora. Feminista, debochada e a personificação da síndrome de Peter Pan.

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