Top

Estilo de vida sustentável: minha jornada

Em 2017, após uma crise pessoal e profissional, eu despertei para um estilo de vida mais sustentável. Hoje vim compartilhar a minha jornada com vocês, migas, e espero que inspire pequenas mudanças por aí!

Minha jornada

Um ano após me casar com o Lucas, levávamos uma vida bem tranquila de um casal classe média e com os pequenos luxos que nos permitíamos, como, por exemplo: viagens, comer fora, sair com amigos, compras e restaurantes algumas vezes por semana. No entanto, decidi empreender e seguir minha carreira solo como arquiteta, após pedir demissão do meu emprego. Porém, os meses se passaram e me vi frustrada pelo meu plano não ter dado certo.

O período de escassez

Durante o ano de 2016, a minha receita foi quase zero e me vi dependente financeiramente do meu marido. Isso era uma das coisas que eu mais temia, pois sempre busquei minha independência financeira. Fiquei um ano sem comprar nada. Deixei de fazer tudo o que eu estava acostumada a fazer. Foi bem desafiador, pois desejava muitas coisas das quais não podia aproveitar.

O despertar

Em 2017, projetos entraram e com isso o período de escassez financeira chegou ao fim. Porém, algo dentro de mim, havia mudado.

Eu percebi que tudo aquilo que eu desejei, sapatos, bolsas, roupas, etc, eu não precisava, pois, afinal já tinha tudo! Mas me dei conta de que ainda assim eu não era feliz!  

Juliana Kono

E a partir daquele momento, eu organizei minha casa, meus armários e desapeguei de tudo o que não fazia mais sentido na minha vida. Me dei conta de que era apaixonada por botas pretas, porém, não precisava de 10 pares, afinal eu tenho apenas dois pés.

E a partir daquele instante, eu senti um profundo sentimento de gratidão. Dessa forma, pode parecer clichê, mas foi real. Em outras palavras, percebi o quão privilegiada eu sou.

Questionamentos

Me questionei sobre tudo o que iria entrar a partir daquele momento em minha vida. Logo, eu não precisava de muita coisa. Na verdade, queria simplificar minha vida, ser mais prática e descobri o minimalismo. Como resultado, descobri ser possível seguir um estilo de vida com o essencial.

Além de diminuir meu consumo, me questionar se eu realmente preciso de tal coisa eu simplifiquei a minha vida. Além disso, quando se tem menos coisas, de um modo geral, se tem menos coisas para se preocupar, para limpar, organizar, consertar. E sobra tempo para o que realmente importa.

Lembrei da minha avó Maria. Na minha infância não se ouvia falar em reciclagem, mas ela já separava os resíduos. Ela reutilizava potes de plástico e vidros. Ela também guardava papeis de presente que recebia,  para reutilizar em um novo presente. 

Me questionei também sobre o que estava saindo da minha vida, isto é, os resíduos que eu estava gerando. Descobri o movimento zero waste, traduzido para o português, desperdício zero. E mais uma ficha caiu, resolvi aplicar minha especialização em sustentabilidade na minha vida diária.

Por fim, tomei coragem para compartilhar publicamente esta jornada, na qual divido as mudanças e escolhas ecológicas que eu realizo diariamente. Por exemplo: meu kit lixo zero, meu copo reaproveitado, a fralda de tecido da minha filha no lugar da descartável e muitas outras coisas.

Enfim, se você se sentiu inspirada, comece por aqui: reduza seu consumo. Por último, aproveita e dá uma espiadinha no meu Instagram, o @familiasemlixo, tem muito conteúdo que postei falando sobre passo a passo, de como começar uma vida com menos desperdício e como seguir um estilo de vida mais sustentável

Meu primeiro texto aqui no blog foi postado no mês de julho, sobre o movimento “julho sem plástico” . Para voce que se interessa pelo assunto, entenda como é possível aplicá-lo no seu negócio.

Seguimos juntas por um planeta mais verde. Um beijo!

Juliana é ativista ambiental, especialista em sustentabilidade, consultora lixo zero e produtora de conteúdo da @familiasemlixo. Acredita que pequenas ações, tem um grande impacto no coletivo. Ensina e inspira pessoas a seguirem um estilo de vida mais minimalista e sustentável.

Deixe-nos um comentário, miga!