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Elisama Santos: conheça essa Moving Black Girl

Ela é psicanalista e fala sobre comunicação não violenta. Quer conhecer o trampo incrível dessa Moving Black Girl?

Elisama Santos fala sobre comunicação não violenta e nos ensina a nomear nossas emoções, ressignificando processos traumáticos e avançando no entendimento sobre autoconhecimento. Apesar de o seu trabalho ser, de antemão, direcionado à educação não violenta e processos de parentalidade, sua discussão abrange um entendimento subjetivo e particular do que é ser criança e, simultaneamente, sobre como nós, enquanto adultos, estamos cuidando das feridas da nossa criança interior.

Elisama participou do programa Super Bonita, Encontro com Fátima Bernardes, Papo de Segunda e live com Taís Araújo

Educação não violenta

Infelizmente vivemos numa sociedade que usa a violência, assim como a punição, para educar crianças. São adultos que, na maioria das vezes, não sabem lidar com as próprias frustrações e questões internas e acabam, desse modo, reproduzindo um formato autoritário de se relacionar com os próprios filhos.

Nesse sentido, não estamos aqui para reprimir a forma com que uma miga decide criar sua criança, mas sim para despertar uma reflexão positiva onde adultos pratiquem o autoconhecimento, bem como a compreensão interna, para lidar de forma mais realista e harmoniosa com os próprios traumas.

Em outras palavras, vale destacar que ENV – Educação Não Violenta propõe a construção de vínculos com mais escuta, compreensão e empatia. Além disso, defende que um adulto deve entender o processo de desenvolvimento pessoal do próprio filho, e que o mesmo refletirá a personalidade e costumes de quem o criou.

E, ai, miga, vamos pensar em novas formas de construir um mundo com menos desigualdades, a partir das nossas relações?

Caber não é pertencer

Elisama dá um verdadeiro show de sensibilidade neste vídeo, mostrando que devemos ter e dar limites nas nossas relações, sem forçar a barra em busca de aceitação. Em outras palavras: você não precisa agradar ninguém para pertencer, nem estar com pessoas e em lugares que ferem seus sentimentos.

Existe uma grande diferença entre pertencer e caber. O pertencimento te deixa em paz. O pertencimento é você ser aceito e amado sendo quem você é. No pertencimento você está livre. No pertencimento tem algo bom e, mesmo nos limites que toda relação tem, quando eu me sinto pertencente àquela relação, eu respeito aquele seu limite (…) Eu sinto que você me vê. No pertencimento eu sou vista como eu sou (…) Caber é diferente. Quando eu simplesmente quero caber na relação, eu me diminuo, eu corto aqui e lixo aqui. Eu faço qualquer coisa para me encaixar numa forminha que já está pronta. Simplesmente se esforça para entrar nessa forminha e ser uma boa mãe, a boa esposa, a boa amiga, a boa funcionária. Enfim… Simplesmente caiba nessa forminha. Nós crescemos tentando caber”

Elisama Santos no vídeo “Caber não é Pertencer”

O que podemos aprender com essa Moving Black Girl?

  1. Estamos em aprendizado diário: ninguém veio pronto, miga. E o legado que você quer deixar no mundo será reflexo da sua jornada.
  2. Não precisamos esconder os nossos traumas: nada de tentar ser uma Moving Girl/Moving Black Girl diferente da sua essência! Podemos, e devemos, lidar com as nossas frustrações e nos curarmos do que passou. Além disso suas experiências servirão de aprendizados para a sua comunidade.
  3. É hora de acolher a nossa raiva: pode parecer um tabu ser considerada “explosiva”; contudo, isso pode estar muito ligado com a forma como te trataram quando mais nova. É muito comum percebermos que nossos pais não conheciam melhores formas de lidarem com as próprias frustrações. More, sinta-se abraçada, e sobretudo, saiba que você tem uma responsabilidade consigo de evoluir, acolher seus traumas e transformar, através do seu trabalho, outras pessoas. 

Quer entender melhor?

Além dos conteúdos no Instagram e Youtube, Elisama é autora dos livros “Educação não violenta”e “Por que gritamos”. Confira as obras aqui.

E aí, miga, pronta para criar referências de Moving Black Girls f*das?

Por fim, toda semana, nós falaremos sobre alguma miga com trabalhos potentes e atuação relevante no mercado. O nosso compromisso é difundir a trajetória de mulheres negras que estão transformando o business e conquistando a dominação mundial. Vamos juntas? 

Trazendo algumas reflexões para você repensar o empreendedorismo negro e suas práticas antirracistas. Mas, fica tranquila, miga... Eu também vou te ajudar nessa missão!

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