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A Irlanda é como no filme Leap Year (Casa Comigo)?

What´s the craic, miga? (“Qual é a boa”, no vocabulário irlandês). Você tem curiosidade de saber como é a Irlanda? Ou saudade? Vários filmes mostram as paisagens incríveis aqui da Ilha Esmeralda como cenário. Por isso, antes de mudar, assisti a alguns para chegar aqui me sentindo em casa. Porém, um deles me deixou de queixo no chão quando vi de novo já morando aqui e prestei atenção nos detalhes. Já assistiu a Casa Comigo (ou originalmente Leap Year)? Vou te contar alguns segredos. Vem descobrir!

O filme: Leap Year (Casa Comigo)

Antes de mais nada, te contarei sobre o roteiro, baseado em uma antiga tradição irlandesa. Segundo ela, nenhum homem solteiro que esteja na Irlanda, pode recusar um pedido de casamento feito no dia 29 de fevereiro nos anos bissextos.

Assim, Anna sai dos Estados Unidos para encontrar seu namorado Jeremy que está na Irlanda para pedí-lo em casamento. Porém, devido ao mau tempo seu vôo não aterrissa em Dublin, onde seu namorado está, e sim no País de Gales. De lá, ela pega um barco para chegar em Cork. Mas de novo, o mau tempo, muda seu destino e ela chega em Dingle. Portanto, de lá ela pede ajuda do irlandês Declan, para levá-la dessa pequena cidade para Dublin.

O filme é de 2010 e aqui tem os detalhes de direção e elenco.

O que eu descobri sobre os bastidores da Irlanda no filme Casa comigo

A viagem de mar saindo do País de Gales para Dingle na Irlanda é loucura

Para ir de Gales para Dingle seria preciso contornar as costas leste e sul da Irlanda. Em seguida, passar por penínsulas na costa oeste e só então chegar na península de Dingle. De acordo com sites de viagem, em um barco levaria pelo menos uma semana, com várias paradas para reabastecimento, enquanto Cork fica muito antes. Sendo assim, essa parte da Irlanda no filme Casa comigo, é pura fantasia mesmo.

Dingle não é Dingle. E Tipperary não é Tipperary como no filme

Primeiramente, nem Dingle, nem Tipperary que aparecem no filme, foram filmadas nessas regiões. Os penhascos ditos como sendo em Dingle, na verdade, foram filmados nos condados de Galway – nas Ilhas Aaran – Mayo e Wicklow. As cenas são de tirar o fôlego. Porém, a Dingle verdadeira chega a ser ainda mais bonita, miga! Aliás, The most beautiful place on earth de acordo com a National Geographic.

E claro, não tem só 3 pubs caindo aos pedaços. É um local turístico. Tem uns 50 pubs e vários outros comércios.

Ah! Por falar em Dingle, você lembra do meu post contando sobre o Golfinho desaparecido de lá? O bichinho não apareceu mais mesmo. Uma judiação!

A lista das dez maravilhas da Irlanda não existe

Minha personalidade assumida de turista ficou frustrada. Gosto de seguir uma lista para “ticar”, poxa! Porém, a tal lista pelo jeito era parte da lábia de Declan. O mais próximo disso é que a Irlanda tem um dos finalistas das Sete Maravilhas do Mundo da Natureza. O conjunto de penhascos ao longo da costa atlântica no Condado de Clare. Seja como for, maravilha aqui não falta. Portanto, farei minha própria lista! Chééck!

O castelo também não existe

A parte mais decepcionante! Claro que uma das primeiras coisas que eu queria saber era onde ficava o castelo explorado por Anna e Declan enquanto perdiam o trem.

Mas o castelo do filme não existe! Nada a ver com o verdadeiro Ballycarbery, como o Declan fala! Pesquisando, descobri que o local principal da cena do castelo são as ruínas do Rochedo de Dunamase perto de Portlaoise. (Curiosidade: tem uma nova estrada para Dublin, que passa por esta área). E o castelo foi feito por computador! Snif.

Contudo nem é tanto por não existir que não me conforma. É porque aqui na ilha existem mais de 300 castelos. Inclusive alguns considerados os mais bonitos castelos do mundo, como o Cahir Castle, Blarney Castle e o Kilkenny Castle. Por que inventar um castelo, meu Deus? Tenha dó, Hollywood!

Nem o bar do Declan existe

Para as filmagens de interiores, alguns cenários foram construídos em Dublin. Como o aeroporto de Boston. E o bar de Declan também. Nem dá pra ficar desapontada com os “locais falsos”. A gente sabe que essa prática é padrão no mundo do cinema. Então, ficamos bem com essa parte, certo?

O clima em fevereiro

Ahhh miga! Essa foi a parte mais cinematográfica do filme todo. Pleno fevereiro. Anna está sempre de saia, casaco acinturadinho, vestido leve…

A realidade nessa época é a gente parecendo um esquimó andando por aqui. Com esses looks ela teria hipotermia, com certeza!

Cena do filme | Fonte: Netflix

O cabelo então? Quem já andou pelas ruas da Irlanda sabe o que quero dizer. Nem guarda-chuva dá para segurar. O vento louco leva tudo. Imagina um penteado ondulado. E sem frizz! Só rindo! Cinema né, miga? Cinema!

Em tempo: as chuvas repentinas são verídicas. Você está andando pela rua e do nada, fica encharcada. Falo com conhecimento de causa!

A Irlanda é como no filme Leap Year (Casa comigo)?

Apesar dos absurdos geográficos e climáticos, sim! A Irlanda é linda como no filme Casa comigo!

Mesmo virando o mapa da Irlanda do avesso, ele inspira as pessoas para ver os lugares do enredo por si mesmas. Quando o corona se for de vez (amém!) ainda quero conhecer vários, inclusive a cafeteria da cena em que eles perdem o ônibus. Pelas minhas pesquisas, ela é a Poppies, que fica em Enniskerry.

Sendo assim, o filme Leap Year tem espaço no meu coração. Até porque, é um filme, não um documentário de viagem. Aceitamos sua licença poética, não é mesmo, miga?! Em tempos amargos lá fora, amo assistir a um filminho água com açúcar para tirar o peso da mente e do coração. Além disso, acabo tendo insights de criatividade fora da bolha do empreendedorismo. Então, mesmo que não seja para saber sobre a Irlanda, recomendo!

Porém, preciso avisar. Depois desse filme, eu duvido você não se encantar pela Ilha Esmeralda. Assiste e volta aqui para me contar!

Se quiser mais filmes gravados na Irlanda, clique aqui.

E você? Já viu gafes geográficas desse ou de algum outro filme? Me conta!

Cheers!

Administradora, apaixonada e especialista em comunicação empresarial. Convicta da força do empreendedorismo na qualidade de vida e autoestima das mulheres. Clareio a jornada de empreendedoras para levarem seu trabalho e alma para o digital, com estratégia e autoconfiança. Aliás, já pode comunicar o mundo que ele é seu, miga!

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